Dois ao Avesso | Douglas Colombelli | Desirée Melo | About

SEJA VOYER POR UM DIA

Vá conferir a exposição DESIGNARE, DESENHO DESIGN. LEVE SEU MARIDO, LEVE SUA ESPOSA! Até 02 de Maio segue a exposição do DOIS AO AVESSO na Galeria do SESC ARSENAL. Fui conferir e gostei. É uma fronteira arriscada entre design e arte bastante provocativa, cheia de confissões de um casal de artistas curiosos, de um casal inovador. Há acima de todo o resultado das peças, uma disciplina com a vivência criativa a dois. SÃO EXEMPLARES. Poesia visual equilibrada na contramão de se trabalhar com o/a parceiro/a. E pasmem, nem precisaram mostrar imagens de sexo. Muito legal.
GALERIA DO SESC ARSENAL
Horário: TERÇA A SEXTA DAS 14 ÀS 21 HORAS.
SÁBADO, DOMINGO E FERIADOS das 16 horas às 20 horas.
(65) 3611-0550- Entrada franca

Fonte:
Agenda Comentada
Edição 283 - 01/04/2010 a 07/04/2010
http://www.circuitomt.com.br/impresso/caderno_dois/78

Para encher os olhos

Para encher os olhos
31/03/2010
11:40

Cinco novas exposições devem ser conferidas ainda este mês, pois revelam a força pictórica de Mato Grosso, e em especial, a força de Cuiabá. Trabalhos que expõem processos técnicos e criativos de artistas locais, mas que extrapolam os limites geográficos. Eles abordam desde o design gráfico à trabalhos de caráter manual ou que mexem com questões do imaginário popular. N Artes - A galeria N Artes acaba de lançar duas exposições: Dançando com a Lua e Pequenos Formatos. As duas exposições ficam abertas ao público até hoje (31), das 09h às 18h. Na primeira, obras dos artistas Zeilton de Mattos, Zilda Barradas, Aluízio de Azevedo, Linalva Alve, José Pereira e Carlos Lopes, serão expostas. Já na segunda, o público poderá conferir trabalhos de Sebastião Silva, Ailton Dias, Alair Fogaça, Benedito Silva, Heleninha Botelho, Josué, Rimaro, Toninho Guimarães, Wender Carlos, Fred Fogaça e Linalva Alves. Serviço: A galeria N Artes fica localizada à rua Cândido Mariano, Nº 764, Centro de Cuiabá. As duas exposições têm o patrocínio do Fundo Estadual de Fomento à Cultura de Mato Grosso. Informações: (65) 3321-0316. Sesc Arsenal - Idealizado pelos artistas plásticos Douglas Colombelli e Desirée Melo, ambos do Mato Grosso do Sul e com experiências internacionais na bagagem, a exposição apresenta uma sequência de imagens desenvolvidas através de diferentes linguagens. O nome: Designare, desenho, design já direciona a postura metalingüística da mostra, que trabalha o desenho, o design e o designare (designar) relacionando a função social do artista com a de um projetista. A exposição é apresentada de forma fragmentada, buscando assim revelar um sentido implícito e descaracterizado de um estatuto cronológico. O registro histórico é observado como um elemento memorialístico, sempre encontrado como uma parcela de um todo maior. Informações: (65) 3616-6900 Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT - A Exposição, agora no Salão de Exposições do Museu de Arte..., é o resultado do projeto Porto à deriva, exercício de reinvenção da cidade subjetiva desenvolvido na região do Porto numa parceria entre Sesc Arsenal e a UFMT a partir da disciplina Intervenções Urbanas: propostas de reinvenção das cidades subjetivas, oferecida no Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO). O coletivo do projeto reúne vários alunos do ECCO e artistas da cidade de Cuiabá de diversas áreas: artes plásticas, artes cênicas, artes do corpo, artes do vídeo, literatura, música, fotografia, numa ação inter e multidisciplinar. A exposição é quase um relato da experiência, uma mistura de buscas, pistas, passagens, trajetos, achados, feitos. O projeto toma como referência o pensamento de três pensadores Guy Deborb, Nicolas Bourriaud e Felix Guattari. Informações: (65) 3616-8355 Galeria de Artes Visuais da SEC - A exposição Santos e Artes no Imaginário, de Elieth Gripp e Maria das Dores Soares Vital (Rimaro) estará aberta a visitação na Galeria de Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura até o dia 7 de abril. Ela é composta por 32 obras, das quais 14 são de Rimaro e 15 de Elieth, que além dos quadros também traz 15 oratórios para apreciação do público. As obras de Rimaro retratam a vida rural do povo mato-grossense com ilustrações de cores alegres da colheita de frutas como melancia, caju, goiaba e termina com a tela de uma feira livre. Na construção dos oratórios Elieth utiliza materiais reciclados como calotas de rodas, coroas de bicicletas e botões de calças que dão a originalidade as obras. Nas telas ela retrata a imagem de santos com cores fortes utilizando pontos coloridos para destacar a imagem. Informações: (65) 3616-0201 Biblioteca UFMT - A exposição Almas de Pedra, do escultor mato-grossense Paulo Pires de Oliveira, será realizada a partir desta quarta-feira (31), no Saguão da Biblioteca da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no município de Rondonópolis. A abertura da mostra está marcada para às 20h e segue até o dia 30 de abril. O artista utiliza matérias-primas bem diversificadas em suas obras, tais como caneta esferográfica, lápis, giz de cera, tinta óleo sobre tela e madeira, mas, nessa mostra, ele vai apresentar seus trabalhos mais recentes, as esculturas em pedra. O escultor nasceu em Poxoréo, interior do Estado, a 253 km de Cuiabá. Paulo iniciou sua carreira com apoio de sua professora de colegial, Graciosa Cordeiro de Siqueira, que percebeu seu potencial artístico e o motivou a criar uma exposição. Informações sobre a exposição: (66) 3410-4000. (com Assessoria)



http://www.gazetadigital.com.br/materias.php?codigo=253959&codcaderno=17&GED=6701&GEDDATA=2010-03-31&UGID=b6df57597459b2dca74d74de85889d2b



Fonte: Gazeta Digital



Autor: Redação

Dois no avesso: o efêmero e as instalações
As obras se desvelam em um conjunto de desenhos, fotografias e objetos onde os artistas desenvolvem ficções como que a registrar historicamente o cotidiano de um casal

Cláudio de Oliveira
Da Reportagem

A arte contemporânea navega sobre um terreno movediço em que às vezes o chão desaparece. A tendência a se fugir da obra retangular pendurada à parede é óbvia. O efêmero e as instalações são palavras-chaves nestas experimentações da arte, do suporte e das sensações provocadas por artistas contemporâneos. E como falar ou apreender mais desta arte sem avaliar um aspecto fundamental da contemporaneidade chamado: design.

A exposição que começa hoje no SESC Arsenal é um projeto dos artistas plásticos Douglas Colombelli e Desirée Melo, ambos do Mato Grosso do Sul e com experiências internacionais na bagagem. Eles apresentam uma sequência de imagens desenvolvidas através de diferentes linguagens. O nome: "Designare, desenho, design" já direciona a postura metalingüística da mostra, que trabalha o desenho, o design e o designare (designar) relacionando a função social do artista com a de um projetista.

A obra se desvela em um conjunto de desenhos, fotografias e objetos onde os artistas desenvolvem ficções que registram historicamente o cotidiano de um casal. Assim, ‘Dois ao Avesso’ (nome que batiza o casal e que acaba sendo um conceito em si) traça um percurso narrativo, dispondo signos que possibilitam diferentes leituras de personagens montados através de memórias dispersas.

A exposição é apresentada de forma fragmentada, buscando assim revelar um sentido implícito e descaracterizado de um estatuto cronológico. O registro histórico é observado como um elemento memorialístico, sempre encontrado como uma parcela de um todo maior.

A montagem conta com aproximadamente vinte obras independentes que, por vezes, os conjuntos tomam um sentido instalativo, deslocando uma possível fronteira entre o fim de uma obra e o começo de outra, este é um propósito condicionado ao efeito de fragmentar as narrativas.

Segundo Colombelli no blog Dois Ao Avesso: “não se trata de um novo grupo, é mais ocasião do destino. A arte agora dissolve, mistura... mata o auto-eu-narcisista-individual-inerente-ao-artista e funde. só se funde quem se propõe ao avesso. no avesso a persona é de carne, o discurso desponta sempre na berlinda. Dói, mas é bom. e ainda classifico como um pulso de vida... Dois... Ao avesso.”

Atividades Paralelas

Re-Desenhando - Crianças em visita escolar recebem fichas impressas com trechos ampliados das imagens de Dois ao Avesso, para a partir delas fazer sua própria composição em quadros com fundos coloridos. Após essa etapa, desenham em transparências para projetar sobre seus quadros.

Papo-Cerrado – Debate com os artistas nos moldes do Roda Viva com o tema “Introdução a Forma Relacional”. Hoje, 23/03, das 19h às 22h. Gratuito

Oficina - Falando de Arte: Encontro com o Artista, amanhã, 24/03, às 19h, na Galeria de Artes, também grátis.

Os artistas

O artista plástico Douglas Colombelli junta em sua trajetória um percurso de trabalho contínuo que começa desde sua infância, mas só a partir de 2004 o seu trabalho aparece em exposições coletivas e individuais: “É quando percebo uma quantidade mínima de maturidade em meu trabalho, tanto técnica quanto conceitual, para investir em uma carreira em que ingenuidade não conta.” Atualmente, Colombelli é mestrando em Estudo de Linguagens na UFMS e professor no curso de Artes Visuais do IESF(Instituto de Ensino Superior da Funlec).

Já a artista e designer Desirée Melo assume um trabalho teórico e prático de relevância. Foi uma das fundadoras do grupo Comtempo em 2002 e é uma figura importante no cenário das artes plásticas contemporâneas da capital, desenvolve pesquisas em que analisa os vínculos entre a arte e o designer gráfico, associadas também ao Mestrado em Estudo de Linguagens da UFMS, participou em diversas exposições no estado e suas pesquisas aparecem constantemente como referências em trabalhos de graduação. (Com Assessoria)



Serviço:

O QUE: Exposição “Designare, Desenho, Design”, por Dois Avesso(MS)

QUANDO: De 23/03 a 02/05

ONDE: Galeria de Artes do SESC Arsenal

QUANTO: Grátis

INFORMAÇÕES: 3616 6900 ou http://www.doisaoavesso.blogspot.com/



Fonte: Diário de Cuiabá
Edição nº 12668 23/03/2010
http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=367142

Sesc MS homenageia mulheres na capital e Dourados

Maturidade, modernidade, beleza e liberdade são elementos que pertencem a Mulher Balzaquiana, a Mulher de 30 anos. Não é à toa que a expressão criada por Honoré de Balzac, escritor francês que viveu no século XIX, e autor do livro A mulher de 30 anos; é o tema da programação que homenageará as mulheres a partir do dia 8, em Campo Grande.

Por uma iniciativa do Sesc/MS, instituição privada, sem fins lucrativos, integrante do sistema Fecomércio/MS, no mês de março, por meio do Sesc Balzaquianas, o público terá acesso a painéis, exposições, música, dança, cinema e artesanato, atividades, enfim, que mostram as conquistas e a importância da mulher na sociedade moderna. Intercâmbio entre o grupo da 3ª Idade com as Mulheres Pantaneiras, Pack 5 Vezes Lucia Murat – uma das principais cineastas brasileiras, além de descontração em meio a palestras, shows, massagens e oficinas de maquiagens estão entre os destaques da edição.

Já na abertura, no dia 8 de março, às 19 horas, no Sesc Horto Teatro Prosa, terá início as apresentações e homenagem com participação de Aline Duenha, Júlia Aissa e Maria Quitéria comemorando 10 anos. Paralelamente, estará aberta a mostra fotobiográfica da obra A mulher de 30 anos, de Honoré Balzac, além das exposições com o concurso de fotografia "Mulher balzaquiana"; a de moda – com Maria d q, Filós, Maria do Povo, Maricotas, Ana Barata, e a de Artesanato Pantaneiro produzidos por mulheres pantaneiras em parceria com o Projeto Sapicuá Pantaneiro. No dia 9, haverá a vernissagem da exposição coletiva Contemporâneas com Priscilla Paula Pessoa, Miska, Desirée Melo e Ana Ruas.
O projeto Sesc Encena também fará sua homenagem. Isso porque no dia 13 de março, às 20 horas, no Sesc Horto Teatro Prosa, acontece a apresentação Mulheres de 30 em cena, com Coletivo Corpomancia. Em seguida, de 16 a 20 de março, os artistas do estado poderão conhecer mais sobre a trajetória de uma das principais cineastas brasileiras na mostra Cinco vezes Lúcia Murat. Além do bate-papo com ela e Marco Aurélio Lopes Fialho, no dia 16, às 19horas, o Cine Sesc fará a exibição de cinco dos oito filmes da jornalista, que foi presa e torturada durante o regime de ditadura militar no Brasil. Que Bom Te Ver Viva (1989),Doces Poderes (1997), Brava Gente Brasileira (2000), Quase Dois Irmãos (2004) e Maré, Nossa História de Amor (2007) estão listados.

Na programação, haverá o show Sesc Balzaquianas com Marina Dalla, Karina Marques, Juci Ibanes, Melissa Azevedo e Viviane Nunes. Seguindo a linha de colocar mulheres em cena, também será o Sexta no Sesc neste mês de março. Sampri, Karina Marques, Marina Dalla e Melissa Azevedo vão intercalar as sextas-feiras. No espaço, que tem entrada franca, haverá mostras fotobiofráficas dos maiores nomes da música brasileira, regional e internacional, além de exposições de Artes Plásticas e sessões de vídeo para o público infantil.

A melhor idade também terá uma programação especial. Oficinas de Bijouterias de Cerâmica, Oficina Literária - Contando em Linhas e desfile “Beleza na Melhor Idade”, este no dia 9, às 17h30, prometem agitar a programação. No dia 11, às 14 horas, um encontro ímpar entra em cena por meio do intercâmbio cultural entre as Mulheres Pantaneiras e 3ª Idade do SESC Horto.

Saiba mais

Balzaquiana ou mulher balzaquiana é uma expressão que surgiu após a publicação do livro "A mulher de 30 anos" do francês Honoré de Balzac, que viveu no século XIX, e que se refere às mulheres na casa dos 30 e — atualmente — também as mulheres de 40 anos. Em seu livro, Balzac faz uma apologia às mulheres de mais idade que, emocionalmente amadurecidas, podem viver o amor com maior plenitude - em completa oposição a tradicional figura da moça romântica que nos livros tinham no máximo 20 anos. Sua personagem principal, Júlia d`Àiglemont, é o grande retrato da mulher mal casada, que após anos de infelicidade, ao chegar aos 30, consegue encontrar o amor nos braços de Carlos Vandenesse.

Interior

No interior, especificamente em Dourados, também haverá uma programação especial para comemorar o Dia Internacional da Mulher. São ações nas áreas do esporte, saúde, lazer, cultura, educação e assistência. As atividades acontecerão neste domingo, dia 7 de março, em espaços estruturados especialmente para o evento, onde haverá atendimentos durante o dia. Corte de cabelo, massagem, maquiagem, penteado, manicure, pedicure, estação de saúde, canto da foto, caricaturista, estação recreativa para as crianças (cama elástica, piscina de bolinha, jogos de mesa, pintura facial e oficina de balão), exposição de telas, apresentação de Dança do Ventre, oficina de aproveitamento integral dos alimentos, desfile entre as participantes, entre outras.

As inscrições estão abertas e deverão ser feitas em horário comercial no departamento de Lazer do Sesc. Para participar basta levar um litro de leite longa vida. Os donativos vão para o programa Mesa Brasil do Sesc. As mulheres poderão participar de todas as atividades oferecidas na programação com as credenciais. Para embalar o domingo, haverá música ao vivo com o grupo de pagode Samba Pop e sorteio de diversos brindes.

Serviço

O Sesc Balzaquianas terá início nesta segunda-feira, dia 8 de março. Para conferir detalhes, horários e a programação completa, basta acessar o site WWW.sescms.com.br. Em Dourados, o evento acontece no dia 7. Para mais informações, bata ligar no telefone (67) 3421-6767 (ramal 217 com Arthur).


fonte:
www.sescms.com.br

http://www.sesc.com.br/main.asp?TeamID=&ViewID=%7B6D6004E6-4B28-4BC9-845B-EA64D836059B%7D¶ms=itemID=%7B7C1A5E20-E12D-47BB-BD06-952C45882631%7D;&UIPartUID=%7BD90F22DB-05D4-4644-A8F2-FAD4803C8898%7D&u=u


O estímulo à produção artístico-cultural se configura como uma das formas de atuação do Serviço Social do Comércio-SESC no campo da Cultura.

O SESC contribui direta e indiretamente na geração das condições necessárias para o revigoramento da produção, fornece instrumentos para o aperfeiçoamento dos produtores e dos consumidores culturais, oferece informação e lazer de qualidade à comunidade e colabora para o fortalecimento do sentimento de identidade nacional, vistos como condições essenciais ao desenvolvimento humano.

O SESC Mato Grosso realiza anualmente o Edital da Galeria de Artes da Unidade SESC Arsenal, com o qual abre as portas de seus espaços qualificados para exposições em Artes Visuais de artistas locais e nacionais, elaborando a partir das exposições atividades educativas como oficinas, palestras e cursos.

Para apoiar na seleção das propostas de exposições e montar o calendário 2010 o SESC-MT convidou a curadora independente e pesquisadora Daniela Labra (RJ) que apresenta abaixo algumas considerações sobre a prática artística e os conceitos envolvidos na curadoria.

“A seleção que definiu os projetos para a Galeria de Artes do SESC Arsenal em 2010, avaliou a maturidade discursiva e o conhecimento técnico dos artistas nos seus processos criativos. Embora na produção contemporânea o aprimoramento do fazer esteja muitas vezes mais ligado à clareza de um conceito, uma obra - ainda que de feitura aparentemente displicente – deve estar fundamentada numa pesquisa bem elaborada tanto da forma plástica como do conteúdo intelectual que lhe dão corpo.

Nesse sentido, pode-se afirmar que o manejo de uma técnica continua sendo de grande valia, ainda que isso não deva aprisionar a poética artística em formatos rígidos; o contato com a obra de arte hoje não implica apenas a visualidade e o bom acabamento formal do objeto para possibilitar a fruição estética, envolvendo outros sentidos e referenciais plástico-narrativos nesse processo.

As propostas aqui reunidas trazem uma diversidade de procedimentos que está de acordo com a condição plural da contemporaneidade. Assim, a Galeria de Artes do SESC Arsenal irá oferecer ao longo de 2010 uma programação criteriosa, em que cada exposição surge com uma experiência totalmente distinta a ser desfrutada pelo visitante.” (Daniela Labra)

Calendário de exposições 2010 da Galeria de Artes do SESC Arsenal

10 de fevereiro a 14 de março

“Quilombolas – Tradições e cultura da resistência” por André Cypriano (SP)



26 de março a 02 de maio

“Designare, desenho, design” pela dupla de artistas Dois ao Avesso (MS)


14 de maio a 27 de junho

“Mnemotrapos” por Maria Thereza Azevedo (MT)



09 de julho a 22 de agosto

“Nos meus sonhos” por Marina Ayra (SP)


03 de setembro a 24 de outubro

“Dentro da mata” por Miguel Penha (MT)


12 de novembro a 12 de dezembro

“A memória do lugar: sonoridades, imagens e objetos” coletivo de pesquisa e criação Porto à Deriva (MT)



Comunicamos que o edital para seleção das exposições referente ao periodo de 2011 terá suas inscrições abertas de 20 de fevereiro a 10 de abril de 2010 e para realizar a seleção dessas propostas o SESC convidou a curadora e pesquisadora Verônica Moreira Neto (DF), que em abril irá ministrar o curso “Introdução à ao Estudo da Prática Curatorial”. Maiores informações, confira nossa programação no site www.sescmatogrosso.com.br ou pelo telefone (65) 3616-6907.


http://www.sescmatogrosso.com.br/unidade/Arsenal/ler_noticia.php?id=206&cod_unidade=2

Publicado: 11/12/2009 às 11:25

Campo Grande (MS) - A exposição "Designare, desenho, design" da dupla de artistas Dois ao Avesso é inaugurada nesta quinta-feira, dia 3 de dezembro às 19h30 na Galeria de Arte do SESC Horto.
A exposição é uma proposta artística dos artistas plásticos Douglas Colombelli e Desirée Melo que apresentam uma sequência de imagens desenvolvidas através de diferentes linguagens. O nome já direciona a postura metalingüística da mostra, que trabalha o desenho, o design e o designare (designar) relacionando a função social do artista com a de um projetista. Logo o artista representacional é um que registra e ficcionaliza os fatos como registro histórico.
A obra se desvela em um conjunto de desenhos, fotografias e objetos onde os artistas desenvolvem ficções que registram historicamente o cotidiano de um casal. Assim, Dois ao Avesso traça um percurso narrativo, dispondo signos que possibilitam diferentes leituras de personagens montados através de memórias dispersas.
A exposição é apresentada de forma fragmentada buscando assim revelar um sentido implícito e descaracterizado de um estatuto cronológico. O registro histórico é observado como um elemento memorialístico, sempre encontrado como uma parcela de um todo maior.
A exposição é composta de vinte obras independentes que por vezes os conjuntos tomam um sentido instalativo, deslocando uma possível fronteira entre o fim de uma obra e o começo de outra, este é um propósito condicionado ao efeito de fragmentar as narrativas.
A exposição permanecerá do dia 3 de dezembro a 26 de fevereiro de 2010, podendo ser visita de segunda a sexta-feira das 8 ás 20 horas, na Galeria do SESC Horto situada na Rua Anhandui, 200, Centro, e a entrada é gratuita.

Abertura da exposição: 3 de dezembro de 2009 às 19h30 na Galeria do SESC Horto
Mais informações no núcleo de Apresentações Artísticas do SESC Horto 3321-3181

Nos dias 29 e 30 de setembro acontece na Faculdade da FUNLEC, IESF, a “1º Semana Acadêmica”. O objetivo é proporcionar aos alunos momentos de aprendizado, discussões sobre temas específicos de cada graduação e troca de experiências entre os profissionais e os graduandos.


Artes Visuais

Para os graduandos em Artes Visuais- Licenciatura no dia 29 haverá a palestra: “Produção Literária- O Menino que Engoliu o Sol”, com Ricardo Pieretti e Carol Jordão. No dia 30 o tema é “Diálogos Possíveis entre o Designer e a Arte”, com os professores Desirée Melo e Douglas Colombelli.


Pedagogia

Já o curso de Pedagogia preparou palestras sobre o Pedagogo no mercado de trabalho, sendo que no dia 29 quem se apresenta é o professor Dr. Antônio Carlos do Nascimento Osório com “A Trajetória Institucional do Pedagogo e seus Desafios”. Ainda no mesmo dia será debatido o tema: “O combate ao Trabalho Infantil Doméstico e Exploração Sexual, com o Dr. Cícero Rufino Pereira.

No dia 30 os futuros pedagogos participarão de uma “roda de conversa” com a seguinte abordagem: “A atuação do Pedagogo em Diferentes Contextos”. A roda será composta pelos seguintes profissionais: Sr.ª Dulce Jacques da Costa Almeida, Sr.ª Gilka Cristina Trevisan, Sr.ª Elizabeth Félix da Silva Carvalho, MS. Ângela Maria de Brito, Sr.ª Silvia Inocêncio, Sr.ª Maria Aparecida Salmaze e, Sr.ª Jucelia Linhares Granemann.


Biblioteconomia

O único curso de Biblioteconomia do Estado, também programou uma semana especial. No dia 29 a palestra será com a professora Dr.ª Eurize Caldas com “Dilemas de ser Professor e Pesquisador”. Em seguida o coordenador do curso, Rodrigo Pereira, apresenta: “ENADE: Desafio de todos nós!”.

No 2º dia de evento quem sobe ao palco é a bibliotecária Regina Cláudia Fiorin que abordará: “Relato de Experiência sobre Gestão de um sistema de Biblioteca”. Depois os alunos deste curso realizarão o simulado ENADE 2009.


Educação Física

Para os graduandos em Educação Física serão quatro palestras: “Personal Trainer e as Novas Tendências de Mercado”, com o professor Marcus Vinicius Carvalho e “Método Pilates/Mercado, aspectos Comparativos e Evolutivos” com Rodrigo Moraes, as duas no dia 29.

Já no dia 30 a palestra de abertura será: “Atividades Recreativas” com a professora Ana Luíza de Sousa, em seguida é a vez do professor Marcelo Ferreira debater sobre “Perspectivas do Mercado de Trabalho na Educação Física”.


Secretariado Executivo Bilíngüe

O curso preparou três palestras: “A importância dos Órgãos de Classe para o Reconhecimento e Valorização dos Profissionais de Secretariado Bilíngüe”, com a Sr.ª Beatriz de Fátima e, ainda no dia 29 haverá uma palestra motivacional com a Sr.ª Rosilene Gisoatto.


O dia 30 será iniciado com a comemoração ao “Dia do Profissional de Secretariado”. Depois, o Professor Mestre Luiz Eduardo de Moraes debate: “O poder da Visão como Estratégia para Enfrentar as Dificuldades da Vida”.


Horários

Todas as palestras, nos dois dias, serão iniciadas a partir das 19 horas.


terça-feira, 29 de setembro de 2009 Isabela Ferreira- AsseCom FUNLEC
http://www.funlec.com.br/Default.aspx?tabid=81&ItemId=701

Desirée Mello e Douglas Colombelli, designers dão entrevista à Uniagente Laura Ribeiro.Confiram.



Desireé: Não diria apenas como uma relação de possibilidade, mas de necessidade. Cada vez mais, tanto na área de conhecimento do design gráfico, quanto à área de conhecimento da arte, tem-se observado à necessidade de afinar a relação entre uma e a outra.
Douglas: Acredito que pelo viés histórico é possível dizer que há uma relação, que é impossível negar, e hoje só vem a confirmar que esses dois conceitos, são designados para áreas diferentes, mas se unem numa mesma prática. Hoje a função do antigo artista para uma sociedade burguesa é substituída pela postura do design.

2. Desireé, como estão às produções e o mercado na área do design gráfico?
É interessante observar como que as profissões e atividades voltadas para a tecnologia estão em estado crescente e o design gráfico se priveligia disso. No Brasil, o primeiro curso superior em design foi aberto em 1960 e atualmente verifica-se uma variedade de cursos que se preocupam com a formação de profissionais voltados a esta área, seja na reformulação das grades curriculares a partir da inserção de disciplinas de design gráfico em cursos como comunicação social e artes visuais, mas principalmente no surgimento de cursos superiores de design gráfico.

3. Douglas, na área das artes como está essa relação entre produção e mercado?
É interessante ver que, hoje, o mercado se apropria de funções que antes era da arte, tanto na produção imagética quanto na organização de um efeito de um determinado produto, e por isto o mercado está cada vez melhor.

PodCast -Desirée Mello e Douglas Colombelli

Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

http://uniagencia.blogspot.com/2009/10/design-e-arte-com-desiree-mello-e.html





A Faculdade de Comunicação Social da Unic abriu, na noite de terça-feira (06/10), o segundo dia da 9ª Semana da Comunicação com um painel de propaganda apresentado pelos profissionais locais, Mário Marcio e Zilda, ambos da Gráfica Print, e Muriacy Ventura Júnior, da Agência FCS. Eles mostraram cases de sucesso e tendências do mercado.

Em seguida, o jornalista da TV Centro América Fábio Menegatti, apresentou a primeira palestra da noite com o tema ‘’Coberturas jornalísticas internacionais’’, ele agradou o público, interagindo de forma simples e objetiva.

O palestrante relatou um pouco de sua vida pessoal, do seu interesse por outros países, ressaltando que todo jornalista deve estudar pelo menos um outro idioma, afinal, a função jornalística consiste em levar a informação a outro, procurando pesquisar sobre o assunto que irá tratar, quebrando todo tipo de barreiras, como distância e línguas diferentes.

Fábio fez a cobertura da Copa América de basquete, ocorrida no mês passado em Cuiabá. ´´Nesse evento, mesmo eu não estando em outro País, tive que seguir regras e relevâncias internacionais.’’

Além dessa cobertura, ele também realizou matérias de anos anteriores, na China, Bolívia e Dubai nos Emirados Árabes.

No final de sua palestra, Menegatti fez uma comparação entre o sistema de trânsito de Hong Kong e Cuiabá. Em Hong Kong os semáforos para pedestres possuem um sistema sonoro para deficientes visuais, avisando quando se deve atravessar ou não. Já em Cuiabá, os deficientes possuem muitas barreiras para se locomoverem pela cidade, como buracos nas calçadas e ruas e desinteresse público.

A respeito de sua carreira, conclui que ‘’ Sorte é quando a oportunidade se encontra com a preparação’’.

Na sequência, a professora mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Desirée Melo, juntamente com o mestrando da mesma área e universidade, Douglas Colombelli, abordaram a temática “Os possíveis diálogos entre o design gráfico e a arte”. Para eles, “cada vez mais, tanto na área de conhecimento do design gráfico quanto à área de conhecimento da arte, tem-se observado à necessidade de afinar o entendimento entre uma área e a outra”, ressaltou Desirré.

Durante a semana as atividades continuam com a realização do Seminário de Pesquisa em Comunicação, oficinas, palestras e painéis. O encerramento é na sexta-feira, dia 09, com um desfile de moda.

Denise Soares
Assessoria de Imprensa / Uniagência
Fotos: Gustavo Nascimento / Uniagência

7 de outubro de 2009
http://uniagencia.blogspot.com/2009/10/oportunidade-e-preparacao-no-1-dia-da.html

As artes plásticas são consideradas por Menagazzo (1992. p, 235)

A capacidade do homem de narrar à própria historia evidencia-se as artes, não enquanto reprodução pura e simples do seu cotidiano, mas como olhar que procura evidenciar relações individuais e coletivas. (MENEGAZZO, 1992, p. 235)

Podendo ser melhor compreendida por Braga (on-line 2008): “A capacidade de moldar, modificar, reestruturar, re-significar os mais diversos materiais na tentativa de conceber e divulgar nossos sentimentos e, principalmente, nossas idéias”.

Considerando-se a compreensão de Braga, e levando em conta os dados coletados na pesquisa, os nomes que contribuem, ou contribuíram para que as artes plásticas de Mato Grosso do Sul ganhassem destaque, dentro e fora do estado, foram: Douglas Colombelli, Humberto Espínola, Jorapimo, Lídia Baís e Lucia Mont’Serrat.

Ao todo foram respondidas 220 enquêtes, e 44 nomes de artistas plásticos apareceram na pesquisa: Adilson da Costa, Adilson Schiffer, Ana Carla Zahan, Ana Ruas, Anelise Godoy, Áurea Katsuren, Beto Lima, Carla de Cápua, Cleir, Dagô, Daltro, Darwing Longo, Desirée Melo, Evandro Prado, Galvão Pretto, Genésio, Henrique Spengler, Hilton Silva, Irani Bucker, Isaac, Joanir Figueiredo, Julia Maria Campos, Kátia Ângelo, Lazara Lessonier, Lelo, Mara Dalzan, Masahiko Fujita, Mauro Yanaze, Mayra Espíndola, Miska, Noyde Pael, Ovini Rosmarinus, Patrícia Rodrigues, Priscila Pessoa, Richard Perassi, Roberto Amin, Rubens Dácio, Sandro e Wega Nery.

Estes números revelam ainda, a quantidade qualitativa dos artistas plásticos que agregam ou se agregaram ao Mato Groso do Sul e usam o estado com celeiro de suas obras.

Douglas Colombelli

Uma nova geração de artistas plásticos sul-mato-grossenses faz experimentações artísticas com as linguagens tradicionais e não-tradicionais, como o caso do artista, também reconhecido pelos novos conceitos, Evandro Prado.

Dentro desta ótica pode-se acrescentar o artista plástico Douglas Colombelli, vindo de uma família tradicional ceramista sul-mato-grossense, que desde os nove anos, como artesão, realiza suas produções no estado.

Há apenas dez anos no mercado artístico, Colombelli já se inseriu em Mato Grosso do Sul, como grande promessa às artes plásticas. Douglas é Bacharel em Artes visuais, professor universitário, ator e produtor do material cênico do Grupo Teatral de Risco, trabalho que rendeu um prêmio pela fundação de arte nacional (Funarte).

Dentre as exposições do artista, destacam-se as obras do “Eu Fabulário”, trabalho exposto na capital de Mato Grosso do Sul, e em Bonito (MS), onde expôs junto com outros jovens artistas de renome nacional: Bruno Vieira (Pernambuco), James Kudo (São Paulo), Gustavo Duarte (Rio de Janeiro) e Tiago Giora (Porto Alegre).

Menegazzo (On-line, Apud COLOMBELLI. 2008), considera que as obras de Douglas Colombelli recupera a figura da escultura moderna e, “O desejo de dizer isto não é um corpo “isto é uma escultura” como fizeram seus precursores Rodin, Degas e Moore”

Humberto Espindola

Natural de Campo Grande-MS, nascido em 1943. Espíndola já participou, com suas obras, de inúmeras exposições em vários estados brasileiros e no exterior. Premiado na XI Bienal de 1971 recebeu vários outros prêmios nacionais. Ao lado de Aline Figueiredo ativou as Artes Plásticas em Campo Grande através da Associação Mato-grossense de Artes que fundaram em 1967 (no estado uni).

Minha primeira experiência visual é uma lembrança inesquecível. Minha avó tinha no fundo do quintal um galpão com uma enorme parede ensolarada, mas de um reboco meio frouxo. Eu pegava a mangueira de água e fazia desenhos nessa parede que o sol logo enxugava. Desenhava e, quando chegava o final do desenho, ele começava a desaparecer. Esperava um pouco e fazia outro desenho. Eram como páginas de um caderno. E a família assistia. (ESPÍNDOLA. 1992, p.244)

Ao longo de sua carreira já fez mais de 60 exposições coletivas e mais de 20 individuais, em diversas cidades do Brasil: Belo Horizonte (MG), Blumenau (SC), Brasília (DF), Campinas (SP), Cuiabá (MS), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Juiz de Fora (MG), Londrina (PR) Montes Claros (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santo André (SP), Santos (SP), São Paulo (SP).

Nos mais importantes espaços de artes, Humberto expôs suas obras: Espaços Villa-Lobos e Higienópolis do MASP, Museu de Arte de Cochabamba e Museu de Arte de La Paz, (Bolivia), Kingsman Foundation, Quito (Equador), Museu de Arte Contemporânea da Universidade do Chile, (Santiago), Salão em Preto e Branco, Museu Nacional de Belas Artes e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Casa Rômulo Gallegos, Caracas (Venezuela), II Bienal Internacional de Pintura, Cuenca (Equador), Bienal de La Habana (Cuba), V Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, com exposições no eixo Rio-São Paulo e em Kioto, Nekai e Tóquio (Japão), I Bienal Ibero-americana de Pintura (México) e III Bienal de Arte Col tejer, Medellín (Colômbia)

Rosa (1992, P.241) ressalta que “A apreensão da obra de um artista na sua temporalidade ou processo histórico, favorece a proximidade do leitor na busca do significado estético”.

Ainda segundo Rosa, “Humberto Espíndola estimula com sua obra essa proximidade”, quando reorganiza e inventa novas ambientações para os elementos assimilados de um determinado padrão cultural.

Jorapimo

José Ramão Pinto de Moraes, nascido em Corumbá no ano de 1937, mais conhecido como Jorapimo, começou a pintar nos idos de 1950. Inspirado em obras de grandes renomes da arte mundial como Gauguin, Cèzanne, Van Gogh, Lasar Segall, Anita Malfatti e Cândido Portinari, Jorapimo tem em suas obras, as formas do expressionismo que, dentre outras opções, estiliza de forma deteriorizadora a figura ressaltando o sentimento. Em vez de pincel: espátula para pintar suas obras, que já foram apreciadas em países como Japão, Alemanha, estados Unidos, Paraguai, Bolívia e Uruguai.

Usando o Pantanal e Corumbá como fonte de inspiração, Jorapimo retrata em suas obras, a natureza e o homem, casarios do porto, embarcações e pescadores.

Em matéria publicada no site da FCMS: Maria da Glória Sá Rosa, membro da ABCA, assim se manifesta sobre o artista: “A simplicidade dos traços é uma de suas características. O contraste das cores outro dos aspectos marcantes. Sua obra pelo conjunto de informações e experiências estéticas coloca-nos diante dos mistérios da natureza” (Apud PEREIRA, On-line. 2008).

Lídia Baís

Em uma coleção de postais feita pelo Iphan, em parceria com o Governo do estado de Mato Grosso do Sul, foi criada uma caixa com uma coleção de 12 postais, que têm imagens que foram perpetuadas pela artista plástica Lídia Baís, uma artista que segundo Arguena (2008):

[...] Tinha consciência do seu valor artístico. A Campo Grande de 1930 não oferecia suporte para abrigar sua mente tão inquieta. Suas obras de caráter modernista estavam à frente da realidade local. A pioneira das artes-plásticas encontra conforto na religião, oculta-se sob o pseudônimo de Maria Tereza Trindade e escreve sua biografia, como forma de preservar seu trabalho. Concretiza o seu desejo: deixar na história a sua família por meio de sua arte. (ARGUENA, 2008, sem p.)

Uma das figuras femininas mais importantes para as artes plásticas de Mato Grosso do Sul. Nascida em 1901, dentro de uma tradicional família italiana já num país que não fosse o de origem familiar, despertava em seu pai, Bernardo, a sua inquietação artística ainda criança.

Buscando livrar-se de seu isolamento cultural, pois Campo Grande ainda era um pequeno vilarejo, Lídia foi ao Rio de Janeiro em busca de estudos, fase marcada pelo academicismo que ia ao encontro com as novidades da Semana de Arte Moderna em São Paulo.

Torres, Araújo e Arguena (2008) dizem que Lídia ainda sentia-se “Incompreendida e sob pressão da família retorna a Campo Grande, onde restavam às moças os afazeres domésticos e o casamento. Suas idéias e seus trabalhos iam além da compreensão e da sensibilidade do povoado”

Com a morte de Bernardo Franco Baís, pai de Lídia, sua arte passou a ter inspiração em questões abstratas: Deus, astros e questões existenciais tornavam-se, nas telas da artista, temas de sua busca constante, de um estilo próprio e pelo sentido da vida, que fazem de Lídia uma artista insaciável.

Lídia Baís morreu em 19 de outubro de 1985, sozinha, na companhia de animais e de suas obras arte, todas encaixotadas. Sua sobrinha Nely Martins promovia exposições das obras da tia, ainda viva, e com a ajuda de familiares, doou o acervo artístico da tia à FCMS.

Lucia Monte Serrat.

Formada em 1973 pela Escola de Belas Artes de Curitiba, Lúcia Mont´Serrat acabou desenvolvendo mais tarde seus projetos artísticos. Professora Aposentada da UFMS lecionou Técnicas artesanais, Arte e educação e Oficina de desenho. Agora, dedica-se quase que exclusivamente à sua arte.

Suas habilidades com a arte começaram a se desenvolver ainda criança, numa família de artistas, o pai toca instrumentos e a mãe lhe ensinou o tricô, o crochê e um pouco de artesanato. Seu avô costumava pintar desenhos com animais (galinhas) e também, os próprios animais.

Lúcia “pegou” um pouco deste “lado louco” do avô e no convívio familiar chegou hoje, no auge de carreira. Seus trabalhos de pintura percorreram diversos caminhos, desde figuras femininas a pinturas carregadas de densidades e cores vibrantes.

Chegou em Campo Grande à busca de oportunidade e emprego, pois passava por um momento difícil. Ainda em Curitiba conheceu o então reitor da Federal na época. Que a avisou de um concurso para professores na área de artes, e, em 1982 assumiu o concurso, pelo qual hoje é aposentada.

Mont´Serrat produz pintura em tecido de seda, customização de camisetas, e as pinturas em telas. Arte pela qual é hoje reconhecida como renome sul-mato-grossense. Sua arte traz muito do universo feminino. As flores pintadas por Lúcia quebra a barreira do preconceito, o que para muitos é algo comum na pintura, ou como ela mesmo relata “quem faz flores é porque não sabe fazer outra coisa”, para ela é um mais que um simples hobbie, é uma arte representativa em sua vida e na cultura.

Na UFMS, mesmo depois de aposentar-se, Lúcia coordena o Projeto “Arte na Escola”, projeto de educação continuada que fornece DVDs, livros de artes, CD com histórias dos artistas e realiza grupos de estudos com professores das escolas públicas.


Rodrigo Ostemberg

16 de setembro de 2009


http://www.ostemberg.photografic.com.br/?p=316


Começa nesta segunda-feira (05), a 9ª Edição da Semana da Comunicação, da Faculdade de Comunicação Social - FACS, da UNIC, cujo tema será “O Novo na Comunicação”, e a abertura está marcada para acontecer às 19h, no auditório do estacionamento da UNIC Beira Rio.
A programação do evento conta com o II Seminário de Pesquisa em Comunicação, palestras com profissionais reconhecidos do cenário nacional e regional, além de oficinas e apresentações de painéis.
O diretor da Faculdade de Comunicação da Unic, Alexandre Frigeri, caracterizou a Semana da Comunicação como sendo aberta a todos os públicos. Para ele, este é um momento importante que possibilita integração e troca de experiência entre acadêmicos da UNIC e outras instituições.
“A semana da comunicação deixa de ter apenas um caráter de mercado, incluindo a prática científica, aproximando a sociedade e os profissionais”, ressaltou.

Inscrições
Os acadêmicos e profissionais de comunicação e áreas afins interessados em participar podem se inscrever até o dia 1º de outubro. A taxa é de apenas R$ 25 para os estudantes da UNIC, e R$ 30 para alunos de outras instituições, e R$ 40 para profissionais.
As inscrições para o segundo Seminário de Pesquisa são gratuitas, mas somente poderá se inscrever para apresentação de trabalhos quem estiver inscrito na Semana de Comunicação. Já os preços para as oficinas variam entre R$10 e R$20, de acordo com a carga horária da oficina escolhida.

Ponto Alto
Repleta de atividades, a Semana da Comunicação ocorrerá nos três turnos: matutino, vespertino e noturno. A partir do dia 06 de outubro, no período da manhã (09h às 12h) serão apresentados os trabalhos do 2° Seminário de Pesquisa em Comunicação.

A programação de palestras, que ocorrerão todas as noites a partir das 19h, é um dos pontos altos da semana. Seis profissionais nacionais das áreas de moda, propaganda e marketing e jornalismo, estarão presentes para debater e trocar experiências acerca do “novo na comunicação”.

No primeiro dia do evento, ocorre à palestra ‘’Tsunami Marketing’’ com Marcos Hiller e em seguida ‘’Case Coca-Cola: Maradona x Biro Biro’’ de Lúcio Regner.
No dia 06 de Outubro, ‘’Coberturas jornalísticas internacionais’’ com Fábio Menegatti e ‘’Os possíveis diálogos entre o design gráfico e a arte’’ com Desireé Melo e Douglas.

Já no terceiro dia, ‘’Gestão de negócios da Moda: Importantes reflexões sobre o cenário das marcas’’ com Luciane Robic e ‘’Mídias Sociais aplicadas ao jornalismo’’ com Ana Brambilla. O encerramento da Semana será feito pela palestra de Rogério Covaleski, cujo tema é ‘Uma nova publicidade: rupturas, transições e tendências’.

Outra atividade imperdível da Semana de Comunicação serão as nove oficinas, que ocorrerão no turno vespertino (14 às 18h). São elas:
“Desconstruindo a moda” (Einstein Halking); “Desperte o Redator que Existe em Você” (Marcia Screnci); “Eventos Corporativos” (Marcella Abreu e Sandro Cassian); “Processos Criativos - Arte Contemporânea e Comunicação” (Augusto Figliaggi); “Customização, Criatividade e Sustentabilidade” (Savana Leão; “Produção de Moda, dos Bastidores ao Resultado” (Camila Grando); “Varejo Bom é Varejo que Vende Bem” (Dino Gueno); “Agentes Culturais” (Elaine Parizzi); e “Etiqueta e Moda nos Negócios” (Joana Resende).

Mais informações pelo telefone: (65) 3363-1212, ou pelo e-mail uniagencia@unic.br, ou pelo site http://uniagencia.blogspot.com.




Denise Soares/ Uniagência
Publicada em 01/10/09
http://www.unic.br/site/index.php?pg=informando&id=8381

Docente da Católica defende dissertação de Mestrado
30/08/2009 - 13:00 Repórter : Paula Gomes

A docente da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) Desirée Paschoal de Melo, defenderá amanhã (31), às 14h, sua dissertação de Mestrado pelo Programa de Mestrado em Estudos e Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Ela é professora dos cursos de Design e Rádio e TV.



Tendo como título: “Design Gráfico e os possíveis diálogos com a arte”, a defesa contará com banca examinadora composta pelos docentes Dra. Eluiza Bortolotto Ghizzi (UFMS), Dra. Sylvia Valdés (FADU-UBA) e Dr. Hélio Augusto Godoy de Souza (UFMS).



Palestra



A Sylvia Valdés da Universidade de Buenos Aires ministrará palestra no dia 31 de agosto às 19h30 na Faculdade FUNLEC no Curso de Artes Visuais. A palestra que tem como tema “Imagem: A linguagem comum da arte e do design” abortará a heterogeneidade da imagem e seu poder de expressão, como uma nova concepção de linguagem. O local do evento fica na Rua Cacildo Arantes, nº 322 no Bairro Cachoeira II.



Mais informações podem ser obtidas através do telefone 3901-2878.
http://www.noticias.ucdb.br/?menu=noticia&cod_not=34791

Neste mês de Maio de 2009 a Arte sul-mato-grossense terá seu espaço em Buenos Aires - Argentina. Os artistas plásticos Douglas Colombelli e Desirée Melo inauguram nesta próxima sexta-feira (8) às 19 horas a exposição “Eu-Fabulário” no Archibrazo, espaço cultural localizado no bairro tradicional de Abastos na capital argentina.

Buenos Aires é uma cidade em ebulição de projetos culturais independentes e neste contexto Archibrazo é um centro de reunião para a gestão e realização de projetos artísticos.


O Archibrazo era antigamente o nome de uma imprensa e editorial artesanal que viveu sob o encantamento do artista Juan
Andralis, expoente fundamental do surrealismo na Argentina. Juan Andralis estudou pintura com o artista surrealista Batlle Planas e depois viajou para Paris para integrar-se ao movimento surrealista liderado por Breton, participando de várias mostras coletivas junto de Man Ray, Max Ernst, Wifredo Lam, entre outros. Na França travou amizades com Marcel Duchamp, Tristan Tzara, Jean Pierre Duprey, Benjamin Péret, entre outros. Depois trabalhou como desenhista junto de Cassandre e na volta foi desenhista do departamento de artes gráficas do Instituto Diz Tella e editor de livros. Em 1960, Archibrazo era um centro de circulação e difusão do Surrealismo, valiosa referência para artistas e poetas por quase trinta anos.
Ali passaram autores como Aldo Pellegrini, Jorge Luis Borges, Enrique Molina, Griselda Gambaro, Juan Carlos Distefano, Rubén Fontana, Edgar Bayley, Francisco Madariaga, Leon Ferrari, Federico Peralta Ramos, Pierre Cantamessa, Peter Roth, Juliano Borobio, Victor Grippo, Remo Bianchedi, Juan Carlos Romero, Arden Quin, Blaszko Martin, Juan Mele, Macció Gonzalez, Luis Felipe Noé, Victor Chab, Julio Silva, Roberto Aizenberg, Mariano Etkin, Adriana de Los Santos, Gustavo Ribicic, Rubén de León, Robertino Granados, Hugo Santiago, Basilia Papastamatiu, Dolores Etchecopar, entre outros. Também se apresentaram ali os membros do movimento surrealista atual de Paris, na sua passagem por Buenos Aires: José Pierre, Jean Schuster, Edouard Jaguar, Anne Ethuin.


Atualmente, Pablo Andralis, filho de Juan Andralis oferece o lugar para continuar com a tradição cultural e abre suas portas para a exposição sul-mato-grossense, a apresentaçao de um conjunto de 10 obras e de uma palestra sobre a arte do Mato Grosso do Sul. “Trata-se de um projeto sociocultural que possibilita a residência temporária de artistas por meio de oficinas, palestras e exposiçoes. Um lugar no qual os artistas contemporâneos de todas as áreas se reúnem, averiguem, gerem idéias e obras, trabalhem em forma coletiva e exponham os efeitos de multiplicação deste intercâmbio” afirma Pablo.

A importância desta mostra é a possibilidade de mostrar que no Mato Grosso do Sul as artes plásticas estão seguindo seu caminho com particularidades, com características sociais, políticas e culturais que as fazem ser únicas.

A exposição é apresentada como um convite a uma experiência auto-reflexiva. "A idéia é de trilhar um caminho, onde as obras se
apresentam de forma a criar um grande conjunto homogêneo. Este caminho é percorrido através das obras que se inter-relacionam, criando uma atmosfera particular, como um grande organismo" explicam os artistas.

O interessante desta exposição é que não cabe definir as obras em linguagens tradicionais da arte, estas aparecem dentro de um novo contexto, onde nada é alternativo para a produção artística e tudo se torna possível suporte. Assim são explorados materiais diversos, onde o tridimensional se funde com o bidimensional, criando inusitadas situações. "O limite de cada obra é estar em harmonia com o todo ainda tendo suas particularidades preservadas. O figurativismo exagerado que mescla influências do desenho publicitário, da escultura hiperrealista, da relação do artista com o teatro de formas animadas acrescentam contextos narrativos complexos, onde personagens são criadas e assimiladas aos símbolos que as rodeiam" esclarece Desirèe Melo

Douglas Colombelli e Desirèe Melo apresenta na sua eu-fabulário mais um momento de um mundo onírico e fabuloso, trazendo a sensação de vivência real deste universo que, como as fábulas, causa estranhamento e ao mesmo tempo profunda reflexão da realidade

O artista plástico Douglas Colombelli junta em sua trajetória artística um percurso que começa desde sua infância, mas só a
partir de 2004 o seu trabalho aparece em exposições coletivas e individuais: “É quando percebo uma quantidade mínima de maturidade em meu trabalho, tanto técnica quanto conceitual, para investir em uma carreira em que ingenuidade não conta.” Atualmente, Colombelli é mestrando em Estudo de Linguagens na UFMS e professor no curso de Artes Visuais do IESF(Instituto de Ensino Superior da Funlec).

Já a artista e designer Desirée Melo assume um trabalho teórico
e prático de relevância. Foi uma das fundadoras do grupo Comtempo em 2002 e é uma figura importante no cenário das artes plásticas contemporâneas da capital, desenvolve pesquisas em que analisa os vínculos entre a arte e o designer gráfico, associadas também ao Mestrado em Estudo de Linguagens da UFMS, participou em diversas exposições no estado e suas pesquisas aparecem constantemente como referências em trabalhos de graduação.

Para tal iniciativa “Eu-Fabulário” conta com o apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e do Ministério da Cultura.


CONTATO PARA IMPRENSA

DOUGLAS COLOMBELLI
SITE:
www.doisaoavesso.blogspot.com

E-MAIL: producao.douglascolombelli@gmail.com
TELEFONE: 67 3301-9787


DESIRÈE MELO
E-MAIL:
melo.design@gmail.com
TELEFONE:
3301-9787

PABLO ANDRALIS

http://archibrazo.org/

Email: pabloifantidis@archibrazo.org - Cel:
(0054911)66148401

Mario Bravo 441 - Código Postal C1175ABG - Teléfono:
(005411)47709188

Ciudad Autónoma de Buenos Aires -
Argentina



Jornal Dia Dia, Três Lagoas

Escrito por AsCom

6 de maio de 2009

http://www.jornaldiadia.com.br/jdd/index.php?option=com_content&view=article&id=10358:arte-sul-mato-grossense-em-buenos-aires-argentina&catid=47:arte-e-cultura&Itemid=64


O mês de maio é especial para uma das professoras da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). A docente dos cursos de Rádio e Televisão e Design, Desirée Melo, juntamente com o artista plástico Douglas Colombelli a exposição “Eu-Fabulário” no Archibrazo, espaço cultural localizado no bairro tradicional de Abastos, em Buenos Aires.

Segundo os artistas, a mostra é importante pela possibilidade de mostrar que no Mato Grosso do Sul as artes plásticas estão seguindo um caminho com particularidades, características sociais, políticas e culturais que as fazem ser únicas. Para Desirée e Douglas a ideia é trilhar um caminho onde as obras se apresentam de forma a criar um grande conjunto homogêneo, caminho este percorrido através das obras que se inter-relacionam, criando uma atmosfera particular, como um grande organismo.

"O limite de cada obra é estar em harmonia com o todo ainda tendo suas particularidades preservadas. O figurativismo exagerado que mescla influências do desenho publicitário, da escultura hiper realista, da relação do artista com o teatro de formas animadas acrescentam contextos narrativos complexos, onde personagens são criadas e assimiladas aos símbolos que as rodeiam", esclarece Desirèe Melo.


A docente é uma figura importante no cenário das artes plásticas contemporâneas da capital, foi uma das fundadoras do grupo Comtempo em 2002 e desenvolve pesquisas em que analisa os vínculos entre a arte e o designer gráfico, associadas também ao Mestrado em Estudo de Linguagens da UFMS, participou em diversas exposições no estado e suas pesquisas aparecem constantemente como referências em trabalhos de graduação.


Mais informações sobre o curso de Rádio e Televisão podem ser obtidas através do telefone 312-3414.

Jornal online UCDB, 10 de maio de 2009 às 10h por Leonardo Amorim


http://www.noticias.ucdb.br/?menu=noticia&cod_not=33665

Eu Fabulário em Buenos Aires

No mês de maio de 2009 a arte brasileira vai ter seu espaço em Buenos Aires- Argentina. Os artistas plásticos DouglasColombelli e Desirée Melo abrem a exposição Eu-Fabulário, sucesso de público e crítica em Campo Grande no ano passado. A exposição contará com palestras sobre a arte do Mato Grosso do Sul, bem como sobre as práticas utilizadas na montagem da mostra.

O artista plástico Douglas Colombelli junta em sua trajetória um
percurso de trabalho contínuo que começa desde sua infância, mas só a partir de 2004 o seu trabalho aparece em exposições coletivas e individuais: “É quando percebo uma quantidade mínima de maturidade em meu trabalho, tanto técnica quanto conceitual, para investir em uma carreira em que ingenuidade não
conta.”Atualmente, Colombelli é mestrando em Estudo de Linguagens na UFMS e professor no curso de Artes Visuais do IESF(Instituto de Ensino Superior da Funlec).

Já a artista e designer Desirée Melo assume um trabalho teórico
e prático de relevância. Foi uma das fundadoras do grupo Comtempo em 2002 e é uma figura importante no cenário das artes plásticas contemporâneas da capital, desenvolve pesquisas em que analisa os vínculos entre a arte e o designer gráfico, associadas também ao Mestrado em Estudo de Linguagens da UFMS, participou em diversas exposições no estado e suas pesquisas aparecem constantemente como referências em trabalhos de graduação.

A exposição Eu Fabulário,é um conjunto de obras bi e tridimensionais, que acontecerá na galeria do Projeto Sócio Cultural Archibrazo, importante reduto dos surrealistas do mundo inteiro desde a década de trinta, no famoso bairro de Abasto. Para tal iniciativa é importante colocar o papel fundamental da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul, visto que a possibilidade de intercâmbio é conseqüência de ações como o Festival da América do Sul, que possibilita o contato imediato das nossas produções com o restante da América Latina. O Ministério da Cultura, por sua vez, contribuiu através do seu programa de intercâmbio.

A importância desta mostra que começa dia 6 de maio e toma todo o mês é a possibilidade de mostrar que no Mato Grosso do Sul as artes plásticas estão seguindo seu caminho particularmente, com características sociais, políticas e culturais que a fazem ser únicas: "As diferenças dos nossos anseios são particularidades inerentes ao nosso trabalho, isto é, algo que deve ser aceito e não colocado como justificativa de exclusão da arte sul-mato-grossense no cenário nacional. Eu Fabulário no Archibrazo é uma ação que vem a reduzir este estigma de diferente.”-coloca Desirée.

Contatos:
Desirée Melo:
doisaoavesso.blogspot.com ; desireemelo.blogspot.com
Douglas Colombelli:
doisaoavesso.blogspot.com ; douglascolombelli.com.br
Projeto Sócio
Cultural Archibrazo:
Rua Mario Bravo, 441- Abasto/Buenos Aires- República
Argentina
archibrazo.org

Foi aberta essa semana, a última temporada de exposição do MARCO - Museu de Arte Contemporânea MS. O destaque fica por conta do trabalho de Miska, que é artista plástica, cantora e atua nas áreas de Produção Cultural, Rádio e Televisão. Em "Pequenos Oratórios de Coisas desúteis", Miska sugere ao observador novas relações com as pequenas coisas e sua importância no acúmulo do cotidiano, dialogando com a memória, a lembrança e a afetividade. "Até meados dos anos 1990, Miska trabalhou insistentemente a temática dos povos indígenas, a beleza de seus corpos e elementos de sua cultura, utilizando como técnicas o pastel seco sobre papel e acrílica sobre tela. A partir daí, começa a série de trabalhos com mandalas. É possível estabelecer uma relação seqüencial entre as mandalas e as caixas atuais. A repetição dos elementos desenhados nas mandalas passa, a partir de um determinado momento, a exigir a colagem, numa tentativa básica dessa técnica: a materialização da forma no espaço pictórico. Das mandalas às caixas, Miska vai aprimorando a seleção dos objetos, suas relações internas e disposição, ordenando seqüências de acordo com a narrativa que aí permanece em estrutura. Cada espaço das vitrines de Miska é um ir contra a corrente do dia-a-dia na recolha das pequenas coisas, do descarte do desimportante, e, principalmente, do guardar à toa que de tanto se repetir cria um sistema de arquivamento. Daí a utilização de caixas de tipógrafo, cuja organização permite as composições mais variadas. Vitrines diminutas de brinquedos, de perfumes que despertam a memória involuntariamente, de sapatos de meninas e bonecas, de brinquedos, de espelhos femininos, de afetos pressentidos, vividos e desaparecidos", escreveu sobre a exposição Maria Adélia Menegazzo, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte de MS. Outra proposta super interessante é a "Dois ao Avesso" . O nome que caracteriza a produção de um casal de artistas plásticos que desenvolvem trabalhos particulares, lado a lado, há sete anos. Este relacionamento proporcionou constantes diálogos entre estas diferentes produções e hoje fica difícil distinguir o que é particularidade ou influência. "Escolhemos nos apresentar por 'dois ao avesso' como uma aceitação do nosso estado líquido. Não percebemos fronteiras entre nós. Mesmo ainda preservando algumas particularidades, quando reconhecemos a necessidade individual presente nas propostas, assumir o rosto fake de "Dois ao Avesso" é declarar um não limite entre nossas produções - nos influenciamos mutuamente até o dilaceramento, e nos reconstruímos em uma nova proposta. O nome vem disso. Estar dois e sempre ao avesso. Nesta exposição colocamos a disposição o início de trabalhos que estão se desenvolvendo para ambos... diluídos e ao avesso". A forma como foi elaborada é um dos diferenciais da proposta. Suas etapas estão sendo constantemente atualizadas em um blog na Internet (www.doisaoavesso.blogspot.com), onde são apresentados desde referências até artigos científicos escritos pelos artistas e que somam na construção deste trabalho. Além deles, estão expondo também Arlete Santarosa, com "Diálogos Gravados" e Lana Lanna, com Conexão Dual. As exposições estarão abertas à visitação até o 1º de março de 2009, na rua Antônio Maria Coelho, 6000, no Parque das Nações Indígenas, de terça a sexta-feira das 12h às 18h. Sábado, Domingo e feriado, das 14h às 18h. O telefone de lá é 3326.7449.

Cultura Fashion, Mônica Horta em 5 de dezembro de 2008.

Teve início esta semana a exposição “Dois ao avesso”, do casal de artistas plásticos Desirèe Melo e Douglas Colombelli, no Museu de Arte Contemporânea (MARCO), em Campo Grande.Dois ao Avesso é o nome que caracteriza a produção do casal que desenvolve trabalhos particulares juntos há sete anos. Segundo eles, “o relacionamento proporcionou constantes diálogos entre estas diferentes produções e hoje fica difícil distinguir o que é particularidade ou influência.”Nesta primeira exposição, os trabalhos apresentados foram desenvolvidos em 2008 e fazem parte de uma proposta que se consolidará em outras ações a serem realizadas em 2009.São obras que mesclam técnicas diversas sob suportes variados, como na escultura, por exemplo, onde a técnica utilizada é uma variação de formas de forração em tapeçaria, ou na impressão de formas baseadas em fotografias tomográficas. São 18 trabalhos onde estas formas dialogam intrinsecamente.Mais informações no Museu de Arte Contemporânea, localizado na rua Antônio Maria Coelho, 6000, no Parque das Nações Indígenas, fone 3326-7449.

Redação Campo Grande News, 04 de Dezembro de 2008

Você saberia dizer quais são os artistas da cultura sul-mato-grossense mais expressivos? Se você recordou nomes como Manoel de Barros, cantores da família Espíndola, Conceição dos Bugres, Chico Neller, e outros que estão sempre sendo citados pela mídia local, você pode se igualar a cerca de 152 pessoas que participaram de uma pesquisa de trabalho de conclusão de curso: “Expressão: nomes da cultura sul-mato-grossense”.
O projeto é do acadêmico de Jornalismo e fotográfo Rodrigo Ostemberg, que realizou uma pesquisa com pessoas ligadas a áreas de comunicação e cultura do Estado (professores, mestres, doutores...) perguntando a eles quem são os artistas mais expressivos de MS das seguintes áreas culturais: música, literatura, teatro, dança, artes plásticas, fotografia, cinema e artesanato.
Rodrigo poderia ter se aprofundado em uma área especifica da cultura, mas apesar de ser mais trabalhoso, ele preferiu fazer seu trabalho sobre todos os aspectos culturais que o Estado apresenta. “Eu queria mostrar a cultura do estado num todo, e não aprofundar somente em uma área. Quero que meu trabalho seja um apresentador da cultura sul-mato-grossense”.
A pesquisa mostrou quais são os artistas destas oito categorias mais conhecidos pelos entrevistados. Com este resultado Rodrigo apresenta no trabalho pelos menos o nome de três pessoas de cada vertente, além disso, ele fez um levantamento da vida dos autores citados. Ele também procurou destacar nomes de autores já expressivos e que ainda serão expressivos. Na monografia ele destaca cerca de 30 artistas locais, mas o principal objetivo é mostrar nomes que são desconhecidos, porém que merecem, e muito, serem reconhecidos.
Com seu trabalho, além de descobrir as opiniões de uma parcela da população sul-mato-grossense sobre a cultura local, ele também pode tirar outras, riquíssimas conclusões. “A nossa cultura é riquíssima e pouca divulgada. Espero que a partir deste trabalho a gente consiga instigar a população a conhecer o que temos. Meu trabalho vem colaborar com a produção cultural, para que ela se firme e se expresse”, aponta.
Resultados
Música:
os cantores mais citados foram os da família Espíndola, desde Jerry à Celito. Para o autor do trabalho, esta família de artista é uma das mais expressivas de MS. Outro ponto debatido por ele em relação a músicas, cantores e bandas, é a desvalorização dos artistas regionais, em contrapartida com a grande valorização de cantores de fora.
Literatura: nesta lista não houve escritor mais citado do que nosso ilustríssimo Manoel de Barros. Rodrigo também comenta a importância de Roberval Cunha e Emanuel Marinho para a nossa literatura.
Dança: dentre os coreógrafos e coreógrafas, ganhou destaque, segundo a opinião das fontes, Renata Leoni criadora do grupo Ginga. “Todas as pessoas falam dela” relata o pesquisador. Chico Neller também é outro coreógrafo muito citado. Existem vários grupos de dança na capital, de diversos tipos de músicas. No segmento hip hop, funk, dança de rua somos muito bem representados por Edson Klair do grupo “Funk-se”, seu nome apareceu “disparado na pesquisa”.
Teatro: um fato interessante marcou as conclusões sobre esta área, pois os pesquisados não citaram nomes de atuais diretores de peças, e sim citaram nomes de grupos “não apareceram nomes isolados”, e de antigos produtores culturais. “Não temos uma nova geração de teatro, temos grupos”, concluiu Rodrigo. As pessoas citaram o grupo “Palco” e “Grupo de Risco”, dentre outros. Apesar de não ter sido um produtor teatral, Américo Calheiros é homenageado na monografia de Rodrigo. Para o futuro jornalista o papel político que Américo realiza com o teatro é de suma importância. “Ele levou o teatro para a rede municipal, teve a preocupação de levar para as crianças. Agora está levando para rede estadual”. Fotografia: Quanto a este segmento, uma de suas paixões, Rodrigo faz mistério e diz que só irá apontar os fotógrafos mais expressivos no dia da apresentação. Artes plásticas: Rodrigo destaca a grande quantidade de manifestações artísticas existentes em nosso estado, são esculturas, telas, grafite, dentre outros. O artista plástico Douglas Colombelli é um dos mais citados.
Artesanato: Conceição dos Bugres não podia deixar de ser citada, afinal é uma de nossa maiores representantes neste segmento. Suas esculturas expressam a nossa cultura. “O mundo inteiro conhece seu trabalho. O “bugrinho” é o ícone da nossa cultura”, diz.
Cinema: Conforme o idealizador do trabalho, José Otávio Guizzo foi um dos pioneiros desta área em nosso Estado. “Quando surgiu o estado de MS ele pegou uma câmera e saiu retratando, filmando aquele momento. Hoje o material que nós temos sobre a divisão do estado é graças a ele”, conta. Davi Cardoso também é fortemente citado, de seus 76 produções, cinco foram feita aqui. Além disso, Rodrigo destaca o riquíssimo cenário sul-mato-grossense, “Bonito e Pantanal”, belezas que já serviram de cenário para novelas como a famosa obra “Pantanal”.

Apresentação Tudo isso e muito mais, você poderá ver na apresentação de Rodrigo Ostemberg no dia 11 de novembro às 21 horas no auditório da TV Pantanal, bloco 5 da Anhanguera/Uniderp campus I.

Unifolha, Isabela Ferreira, 30 de outubro de 2008

O Museu de Arte Contemporânea inaugura na próxima terça-feira (2), às 19h30, a última temporada de exposições de 2008, com “Diálogos Gravados" de Arlete Santarosa e Lana Lanna (Conexão Dual), Pequenos Oratórios de ‘Coisas Desúteis’, de Miska e "Um Ponto, Dois Pontos", de Jú Maria e Dois ao Avesso. “Diálogos Gravados” traz xilogravuras e gravuras em metal das artistas Arlete Santarosa e Lana Lanna, do Conexão Dual. A exposição vem percorrendo o país e o interior do Rio Grande do Sul desde 2007. O conjunto das obras é uma seqüência de xilogravuras e gravuras em metal intercaladas e diferentes. Desenvolvido em módulos, de maneira progressiva, o processo exigiu uma troca permanente, onde cada artista elaborou sua imagem tendo como base e ponto de partida o que foi feito pela outra. A investigação do conceito da individualidade, das diferentes maneiras de ver e sentir o mundo e lidar com uma mesma idéia se tornou fonte permanente de pesquisa e de documentação.
Arlete Santarosa, nascida em Bento Gonçalves (RS), integrou por várias vezes a direção do Núcleo de Gravura do Rio Grande do Sul. Integrou o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul como representante eleita do segmento de Artes Visuais, para os períodos 2004/05 e 2006/07. Foi conselheira, ainda, de 2003 a 2006, do Museu de Arte Contemporânea do RS. Lana Lanna, nascida em Carazinho (RS), estudou desenho e aquarela na Colorado State University (EUA), em 1977. Freqüentou o Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre entre 1982 e 1995, onde participou de oficinas sobre gravura em metal com Sheila Goloborotko, Marco Buti e Cláudio Mubarac. Estudou gravura em metal e xilogravura com Armando Almeida, desenho com Plínio Bernhart, Mara Caruso e Aniko Herskovitcz. Na Fundação Iberê Camargo participou de oficinas sobre gravura em metal com Ana Letícia e Evandro Jardim. Na Gráfica Contemporanea em Buenos Aires estudou gravura em metal com Matilde Marin e com Torben Bo Halbriek. Estudou pintura com Regina Ohlweiller.
“Um Ponto, dois pontos” traz trabalhos dos artistas Jú Maria e Dois ao Avesso. Nesta primeira exposição, os trabalhos apresentados, desenvolvidos em 2008, mesclam técnicas diversas sob suportes variados, como na escultura, por exemplo, onde a técnica utilizada é uma variação de formas de forração em tapeçaria, ou na impressão de formas baseadas em fotografias tomográficas. São dezoito trabalhos onde estas formas dialogam intrinsecamente.
Dois ao Avesso é o nome que caracteriza a produção de um casal de artistas plásticos que desenvolvem trabalhos particulares, lado a lado, há sete anos. Este relacionamento proporcionou constantes diálogos entre estas diferentes produções e hoje fica difícil distinguir o que é particularidade ou influência. "Escolhemos nos apresentar por ‘dois ao avesso’ como uma aceitação do nosso estado líquido. Não percebemos fronteiras entre nós. Mesmo ainda preservando algumas particularidades, quando reconhecemos a necessidade individual presente nas propostas, assumir o rosto fake de "Dois ao Avesso" é declarar um não limite entre nossas produções - nos influenciamos mutuamente até o dilaceramento, e nos reconstruímos em uma nova proposta. O nome vem disso. Estar dois e sempre ao avesso. Nesta exposição colocamos a disposição o início de trabalhos que estão se desenvolvendo para ambos... diluídos e ao avesso". A forma como foi elaborada é um dos diferenciais da proposta. Suas etapas estão sendo constantemente atualizadas em um blog na Internet (www.doisaoavesso.blogspot.com), onde são apresentados desde referências até artigos científicos escritos pelos artistas e que somam na construção deste trabalho.
Ju Maria é uma artista que desvela de sua própria experiência um jogo que traz a criação instalativa, explorando em formas sinestésicas uma atmosfera originada de uma busca memorialista. A proposta se destaca na riqueza de elementos e das particularidades na sua recepção. É onde a memória da artista está diluída para um novo entendimento.
Em “Pequenos Oratórios de Coisas desúteis”, Miska sugere ao observador novas relações com as pequenas coisas e sua importância no acúmulo do cotidiano, dialogando com a memória, a lembrança e a afetividade. “Até meados dos anos 1990, Miska trabalhou insistentemente a temática dos povos indígenas, a beleza de seus corpos e elementos de sua cultura, utilizando como técnicas o pastel seco sobre papel e acrílica sobre tela. A partir daí, começa a série de trabalhos com mandalas. É possível estabelecer uma relação seqüencial entre as mandalas e as caixas atuais. A repetição dos elementos desenhados nas mandalas passa, a partir de um determinado momento, a exigir a colagem, numa tentativa básica dessa técnica: a materialização da forma no espaço pictórico. Das mandalas às caixas, Miska vai aprimorando a seleção dos objetos, suas relações internas e disposição, ordenando seqüências de acordo com a narrativa que aí permanece em estrutura. Cada espaço das vitrines de Miska é um ir contra a corrente do dia-a-dia na recolha das pequenas coisas, do descarte do desimportante, e, principalmente, do guardar à toa que de tanto se repetir cria um sistema de arquivamento. Daí a utilização de caixas de tipógrafo, cuja organização permite as composições mais variadas. Vitrines diminutas de brinquedos, de perfumes que despertam a memória involuntariamente, de sapatos de meninas e bonecas, de brinquedos, de espelhos femininos, de afetos pressentidos, vividos e desaparecidos”, escreveu sobre a exposição Maria Adélia Menegazzo, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte de MS.
Miska é artista plástica, cantora e atua nas áreas de Produção Cultural, Rádio e Televisão. Formada em Comunicação Visual pela PUC / RJ, trabalhou com publicidade e programação visual (no RJ e em CG), e, durante dez anos na Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, nas áreas de teatro, artes plásticas, programação visual, difusão cultural, entre outros setores, inclusive coordenando as Oficinas de Arte do Ateliê Livre do Marco e do Centro Cultural. Ministrou cursos, workshops e palestras sobre artes visuais, música, cultura, comunicação visual e arte educação para alunos de todas as idades, professores, coordenadores, diretores de escolas e arte-educadores em vários municípios de MS. Como artista plástica já experimentou várias técnicas, como gravura em metal, xilogravura, papel artesanal, papel machê e atualmente dedica-se mais à pintura, desenho e colagem, fazendo reciclagem de materiais. Participa de exposições desde 1974, com mais de 200 participações em coletivas e mais de 25 exposições individuais, no Brasil e no exterior: Rússia, Suécia, Paraguai, Bolívia. A temporada está aberta à visitação até o 1º de março de 2009. O Museu de Arte Contemporânea é uma unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul localizada na rua Antônio Maria Coelho, 6000, no Parque das Nações Indígenas. O museu fica aberto ao público de terça a sexta-feira das 12h às 18h. Sábado, Domingo e feriado das 14h às 18h. Telefone: 3326-7449.

Assessoria de Comunicação da Fundação de Cultura de MS - Moema Vilela, 28 de novembro de 2008

Campo Grande (MS) – Nos 31 anos da divisão do Estado, a imprensa oficial lembra o caminho percorrido pelas artes plásticas local, por meio de Humberto Espíndola, o primeiro artista-plástico do centro-oeste brasileiro que conseguiu projeção nacional. Artista de um senso de humor aflorado é uma das personalidades da cultura capaz de dar ao público um panorama da história e dos artistas do Mato Grosso Uno e depois da divisão, de Mato Grosso do Sul. Humberto Espíndola descobriu seu talento, fazendo desenhos com a mangueira d’água, nas paredes do quintal da casa de sua mãe. Segundo ele, naquela época, Campo Grande era uma poeira só. “As chimbicas levantavam o pó na cidade inteira e o serviço das crianças era limpar o quintal”, lembrou. O artista contou ainda, que o Estado tem histórias muito curiosas: naquele tempo, ninguém estimulava os jovens a fazer carreira artística. Havia muito preconceito. “Ninguém dizia: Olha como ele desenha bem! Vai ser artista! Diziam: Ele vai ser engenheiro!”,observou. Ao contar sobre seu início como artista plástico, lembrou que aos 13 anos foi para São Paulo, capital, para fazer aulas de pintura, pagas por um tio que percebeu seu talento. “Ao entrar na casa do meu mestre, fiquei deslumbrado com todos aqueles quadros que eu via! Ele era aquele típico pintor de boina e barba branca. E sempre perguntava o que eu queria copiar”, afirmou. Neste momento é que teve suas primeiras aulas de perspectiva. E depois de fazer seus desenhos, o professor fazia os retoques e finalizava um quadro totalmente diferente. “Com o tempo não quis mais estudar pintura e a partir daí é que começou a nascer realmente o artista Humberto Espíndola”, explicou. E abriu um parêntesis: “O pior sentimento que um artista pode ter é a vaidade. Achar que sabe tudo. O artista tem que ter auto-crítica. Um trabalho sem auto-crítica, não é nada!”. Depois que retornou de São Paulo, teve a oportunidade de ver a artista Lídia Baís pintar um de seus quadros alegóricos, pois apesar de ser uma mulher reclusa, era gentil e simpatizava-se com os pais de Humberto. Espíndola conta fatos curiosos sobre a vida de Lídia: “Na época que aconteceu a Semana de Arte Moderna de São Paulo, na década de 1920, Mário de Andrade enviou cartas para a Lídia Baís. Só que naquela época a mulher era muito reprimida. Numa cidade de 17 mil habitantes, como era Campo Grande, onde todo mundo morava em volta da igreja matriz, uma mulher artista era considerada louca. Ela não teve coragem de participar, mas ela poderia ter sido uma Anita Malfatti” lamentou. Ainda de acordo com ele, Lídia tinha pureza de coração e era uma pessoa muito mística. Ele sempre a via quando acompanhava a mãe à missa. Lídia pintou cerca de 100 quadros. A artista plástica é o principal ícone da cultura sul-mato-grossense. “Alguém que sofreu tanto na mocidade, tem que ter sua obra recuperada”, destacou Humberto Espíndola. Ele lembrou também que alguns artistas estrangeiros vieram para Mato Grosso de 1930 a 1950. Muitos vieram para a região trabalhar como fotógrafos e depois tornaram-se pintores. Entre estes Humberto ressaltou os espanhóis Miguel Perez, que montou uma lojinha chamada Fábrica de Quadros na rua Calógeras, e José Hidalgo, que fazia fotografias políticas. Havia também os pintores Antônio Burgos, Mário Bodis e as pintoras Iná Metelo, Hernestina Carmo e Inês Correa da Costa. Na década de 60, Humberto Espíndola foi estudar jornalismo em Curitiba-PR. Na faculdade, estudou história da arte e voltou a pintar, depois de um longo período sem produzir, desde a adolescência. Neste período, o seu lema era escandalizar. Começou a pintar telas de mulheres com grandes olhos, e começou a ser chamado de pintor moderno. Neste momento, é que ele conhece sua futura parceira de trabalho Aline Figueiredo, uma moça rebelde, filha de fazendeiro do Pantanal. Foi ela quem iniciou um movimento cultural em Campo Grande e teve a idéia de fazer a 1ª Exposição dos artistas Mato-Grossenses. Desta exposição, participaram 17 artistas, entre eles: Dalva Maria de Barros, o corumbaense Jorapimo e Ilton Silva. “Aline Figueiredo sempre foi uma mulher muito persistente. Para a exposição, ela queria trazer como jurado o diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), Pietro Bardi. Só que ele não aceitou o convite. Mas não dando-se por satisfeita, ela foi bater na porta de nada mais nem menos do que o poderoso Assis Chateaubriant, dono do Masp. Ela sabia que ele queria descentralizar a arte brasileira e conseguiu convencê-lo a mandar Bardi para ser jurado da mostra”, contou. Além dele, foram jurados da mostra Parisi Filho e Valdemir Martins. A exposição aconteceu no Rádio Clube. O artista Reginaldo Araújo ficou com o 1° prêmio, seguido de Jorapimo e Dalva Barros. Mas segundo Humberto, esta história não teve um final muito feliz. O diretor do Masp participou da primeira mostra a contragosto e depois fez duras críticas aos artistas mato-grossenses numa das revistas culturais mais lidas na época. “Esse foi um golpe duro para mim e para a Aline. Só que fizemos um pacto. Iríamos estudar muito para conseguir realmente sermos artistas que conseguissem representar o Mato Grosso nacionalmente. Mato Grosso não existia no cenário nacional. Iríamos começar a escrever a história das artes plásticas do Estado. Depois de 2 anos, perseguindo este objetivo, é que consegui criar a série de obras que fala sobre a Bovinocultura”, afirmou. Em 1967 ele ganhou prêmio no salão de artes plásticas de Brasília tendo conquistado os críticos do Rio de Janeiro e São Paulo. Depois disso, Pietro Bardi até ficou meu amigo, comemorou Humberto. Com o reconhecimento nacional, Aline Figueiredo e Humberto Espíndola fundaram a Associação de artistas plásticos de Mato Grosso que reuniu a primeira leva de artistas plásticos mato-grossenses, nos anos 70. Surgiu nessa época, a conhecida Conceição dos Bugres. Neste momento universidades estavam instalando-se em Mato Grosso, sendo que a Universidade Federal de Mato Grosso fixou-se em Cuiabá. Foi criada então a Associação Mato-grossense de Arte que tinha sua sede na Universidade Federal de Mato Grosso. “A associação organizou um museu dentro da universidade que foi um marco para a cultura do Estado. Esta iniciativa permitiu uma programação cultural e deu início à formação do público cultural de Mato Grosso”, explicou o artista plástico. Em 1977, ocorre a divisão do Estado e inicia-se um movimento cultural idealizado por Henrique Spengler para buscar-se uma identidade para o Mato Grosso do Sul. “Para encontrar uma identidade, o artista tem que trabalhar, produzir muito”, observou Humberto. A partir deste movimento aparecem nomes como Jonir Figueiredo, Miska, Lúcia Barbosa, Nelly Martins, Teresinha Neder, Áurea, Ana Ruas, Ana Carla Zahran, Thetis, Lu Sant’ana, Genésio Fernandes, Carlos Nunes, Vânia Pereira, Neide Ono, José Nantes, Fernando Marson, Roberto Marson, Juracy, Cecílio Veria, Isac Saraiva, Elis Regina Nogueira, Irani Brum, Bucker, Heron Zanata e Ovini Rosmarinus, que buscavam a afirmação da arte sul-mato-grossense em diversos salões de arte brasileiros. “Nos salões são doadas muitas obras, sem critério algum. Tem muita porcaria também, mas as premiações valorizam os artistas e formam a base dos acervos históricos”, disse Espíndola. Para Humberto, uma das funções da arte é criticar a sociedade, mostrar o que não querem ver. De acordo com ele, a arte lê o pensamento de um período histórico, e por isso, o artista deve refletir seu meio ambiente, ou seja, a obra tem que ter força social, durabilidade. O artista aponta Evandro Prado, Douglas Colombelli, Priscila Paula Pessoa e Patrícia Rodrigues como a última geração de artistas que vêm apresentando um trabalho crítico para a sociedade de Mato Grosso do Sul e dão força para a arte sul-mato-grossense. O artista plástico destaca ainda a influência da arte dos países que fazem fronteira com o Estado. “A arte que se faz hoje nos países fronteiriços tem uma alma semelhante no colorido e na quantidade de elementos. Deveria-se ser feito um projeto cultural no centro da América do Sul, já que existem muitas semelhanças musicais e artísticas entre os povos da região. Na rota cultural entre Assunção, Pedro Juan Caballero, La Paz e Campo Grande existe um público latente de cerca de 5 milhões de pessoas que não pode ser desprezado. Mas os artistas não olham para o interior e preferem depender do eixo Rio-São Paulo. Devemos criar um circuito interno, encadeado e independente”, aconselha. Ainda segundo ele, os artista sul-mato-grossenses acostumaram-se com seu isolamento. E para agravar esta situação, afirmou que existem salas e espaços culturais, mas não existe o financiamento de projetos para a circulação das obras. Mas lembra da contribuição que o Festival de Inverno de Bonito e o Festival América do Sul vêm dando às artes plásticas ao fazer o intercâmbio e divulgação de artistas. “Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, atualmente estão empatados na produção de artes plásticas de maneira harmoniosa. O problema da identidade não existe. A gente tem muita coisa a fazer para a composição da arte sul-americana. Temos um papel muito especial na América Latina. Os políticos têm que ter consciência disso”, finaliza Humberto Espíndola.

Assessoria de Comunicação da FCMS, Gisele Colombo, 1º de outubro de 2008